Cheguei muito atrasado a esta aula de terça-feira. E realmente foi uma pena porque acabei perdendo toda a parte prática do seminário "O surrealismo na dança", apresentado por Cristiano, Hannah e Flávio. Pelo que peguei, tratava-se de uma sequência de movimentos individuais, composta partindo-se de uma palavra inicial (pulsão inicial) e seguidas de idéias que tinham alguma conexão, não necessariamente lógica, com a anterior.
O que se podia ver era um belo quadro formado de pessoas se movimentando por todo o espaço, de acordo com a música e o texto que estava sendo dito pelos 3 membros do grupo, ora em inglês, ora em português e de formas diferentes (entonação, volume etc).
Pelo menos eu pude pegar toda a apresentação expositiva do tema. Achei o máximo que a parte prática deles continuou mesmo durante essa parte. Hannah falava sobre o tema encostada à parede, enquanto imagens eram projetadas sobre ela - imagens associadas ao movimento surrealista em todas as artes. De repente ela caía e continuava falando, outra retomava enquanto estava rastejando, outros correndo pela sala e por aí foi. Interessantíssimo!
Bem, há um artigo sobre o tema, no livro "O Surrealismo", da Editora Perspectiva, organizado por J. Guinsburg - link: http://www.editoraperspectiva.com.br/livro.php?cod=851&tip=sum
Eu, particularmente, vejo uma relação bastante forte entre o universos das performances e o movimento surrealista - que tem muito a ver com o onírico, o "espontâneo", daí acho que teve muito a ver o exercício de improvisação que trabalhamos a seguir, já com Soraia no comando.
Retomamos as ações básicas (socar, pressionar, deslizar, torcer, vibrar, flutuar, chicotear e pontuar), em pontos diferente da sala, formando um círculo. Deveríamos percorrer este círculo, cada um no seu tempo, se influenciando pela energia de cada local, que estava voltada para uma destas ações. Depois disso, a turma foi dividida em dois grupos e cada um deveria montar uma improvisação utilizando-se das ações básicas que estávamos trabalhando. A idéia era que devíamos estar numa nave espacial. Só isso.
Os dois grupos não foram bem-sucedidos, na avaliação da professora, no final das contas, mas foi divertido de fazer. E o nosso grupo teve alguns momentos bem interessantes. O que contou para a "bronca" foi que as ações não estava tão bem definidas quanto era necessário.
Depois disso, Flávio começou a fazer sua apresentação pessoal, mas não houve tempo para concluir e ficou para a aula seguinte.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
17ª aula - 21/05/2009
Que salto estranho? Bem, o diário está mesmo todo atrasado. Eu resolvi colocar mesmo em qualquer ordem, pra não ficar mais adiando a atualização disto daqui.
Vou tratar hoje da aula mais recente mesmo, de ontem, a última que tivemos.
Eu cheguei atrasado, mas não muito. O pessoal da turma estava cumprindo a sequência diária de movimentos da disciplina, que começa com a projeção do esqueleto axial e vai até a queda e recuperação.
Soraia não estava em sala, os próprios alunos estavam guiando a sequência, enquanto Mary supervisionava e ia pedindo para um ou outro assumir o comando. Desde antes que entrei, deu pra perceber que ninguém tem decorada a sequência... foi confuso! Mas foi...
Depois, a professora nos pediu para correr um pouco para aquecer. Daí ela pediu que cada um escolhesse um lugar no espaço e fizesse uma composição de movimentos seguindo o ritmo de uma música que ela colocou - um samba.
Me senti bastante à vontade com o estímulo, porém foi difícil estabelecer uma composição bem definida. Depois de algum tempo de experimentação, Soraia pediu que cada um apresentasse o seu e todos os outros deveriam aprender. Assim foi até aprendermos todos, só que cumulativamente. A composição de fulano + a de beltrano. Depois a de fulano + a de beltrano + a de sicrano e assim por diante. Tudo sempre dentro do ritmo.
Concluída essa etapa, a turma foi dividida em dois grupos. E a professora pediu então que elaborássemos uma coreografia no espaço, com aquela sequência de movimentos, dentro da mesma música.
O grupo em que fiquei, optou por evoluções simples, mas talvez por isso, tenhamos tido mais condições de internalizar e o grupo ficou um bocado coeso na apresentação. Dividimos o nosso próprio grupo (de 6 pessoas) em dois. E uma parte entrou num tempo e a outra parte entrou depois. Sabe-se lá porquê o primeiro grupo atrasou um pouco, mas não comprometeu muito o resultado final. E tivemos a felicidade de ao chegarmos ao último movimento (que foi o meu), termos a "ajuda da música", que teve uma marcação no momento exato em que tínhamos que quebrar a cabeça pro lado e evoluir. E parece que todo mundo fez juntinho, pela reação do pessoal. O outro grupo ficou bacana também, mas eles optaram por coisas maiores e mais complexas, o que comprometeu a harmonia do grupo, mas com mais tempo de trabalho, ficaria mesmo bonito!
Depois disso, só houve tempo para Flávio Café concluir sua apresentação pessoal, que havia sido iniciada na aula anterior. Os sistemas ficaram para a aula que virá, junto com mais um seminário. Aliás, uma aula que eu não assistirei, infelizmente, por causa de um treinamento no trabalho. Tenho que pedir a alguém para avisar Soraia!
É isso. Na sequência, provavelmente, virão aulas anteriores a essa.
Vou tratar hoje da aula mais recente mesmo, de ontem, a última que tivemos.
Eu cheguei atrasado, mas não muito. O pessoal da turma estava cumprindo a sequência diária de movimentos da disciplina, que começa com a projeção do esqueleto axial e vai até a queda e recuperação.
Soraia não estava em sala, os próprios alunos estavam guiando a sequência, enquanto Mary supervisionava e ia pedindo para um ou outro assumir o comando. Desde antes que entrei, deu pra perceber que ninguém tem decorada a sequência... foi confuso! Mas foi...
Depois, a professora nos pediu para correr um pouco para aquecer. Daí ela pediu que cada um escolhesse um lugar no espaço e fizesse uma composição de movimentos seguindo o ritmo de uma música que ela colocou - um samba.
Me senti bastante à vontade com o estímulo, porém foi difícil estabelecer uma composição bem definida. Depois de algum tempo de experimentação, Soraia pediu que cada um apresentasse o seu e todos os outros deveriam aprender. Assim foi até aprendermos todos, só que cumulativamente. A composição de fulano + a de beltrano. Depois a de fulano + a de beltrano + a de sicrano e assim por diante. Tudo sempre dentro do ritmo.
Concluída essa etapa, a turma foi dividida em dois grupos. E a professora pediu então que elaborássemos uma coreografia no espaço, com aquela sequência de movimentos, dentro da mesma música.
O grupo em que fiquei, optou por evoluções simples, mas talvez por isso, tenhamos tido mais condições de internalizar e o grupo ficou um bocado coeso na apresentação. Dividimos o nosso próprio grupo (de 6 pessoas) em dois. E uma parte entrou num tempo e a outra parte entrou depois. Sabe-se lá porquê o primeiro grupo atrasou um pouco, mas não comprometeu muito o resultado final. E tivemos a felicidade de ao chegarmos ao último movimento (que foi o meu), termos a "ajuda da música", que teve uma marcação no momento exato em que tínhamos que quebrar a cabeça pro lado e evoluir. E parece que todo mundo fez juntinho, pela reação do pessoal. O outro grupo ficou bacana também, mas eles optaram por coisas maiores e mais complexas, o que comprometeu a harmonia do grupo, mas com mais tempo de trabalho, ficaria mesmo bonito!
Depois disso, só houve tempo para Flávio Café concluir sua apresentação pessoal, que havia sido iniciada na aula anterior. Os sistemas ficaram para a aula que virá, junto com mais um seminário. Aliás, uma aula que eu não assistirei, infelizmente, por causa de um treinamento no trabalho. Tenho que pedir a alguém para avisar Soraia!
É isso. Na sequência, provavelmente, virão aulas anteriores a essa.
sábado, 2 de maio de 2009
5ª aula - 07/04/2009
Tema da aula: PESO.
Tivemos uma atividade de "lubrificação do corpo" seguida de 5 minutos para espreguiçar.
Daí iniciamos a sequência de solo que será trabalhada durante todo o semestre.
Soraia destacou a necessidade de atenção ao centro de gravidade do corpo, localizado um pouco abaixo do umbigo. Ela citou Anna Halprin, que denomina este ponto de "red spot".
Sequência:
- balanço
- pernas (projeção/alongamento)
- braços (idem)
- cabeça
- palma da mão
- calcanhar
Sempre atentando para o peso do corpo no chão.
Na segunda etapa, trabalhamos o conceito de peso de forma mais direta. Queda, levantando, deslocamento. Sentindo-se como plumas - encontro de plumas. Sentindo-se muito pesados - encontro desses pesos. Embate entre pesos. Foi um trabalho bastante interessante, embora eu tivesse um pouco de dificuldade pra conseguir reconhecer e fazer a transição entre esses estados.
Ainda nesta aula, como ficou definido nas anteriores, iniciamos o trabalho com os SISTEMAS.
Tínhamos à disposição algumas páginas sobre cada um dos sistemas e deveríamos escolher um para fazer a tradução em sequência de movimentos, individualmente, com início, meio e fim.
Minha escolha foi pelo Sistema Respiratório.
Tivemos uma atividade de "lubrificação do corpo" seguida de 5 minutos para espreguiçar.
Daí iniciamos a sequência de solo que será trabalhada durante todo o semestre.
Soraia destacou a necessidade de atenção ao centro de gravidade do corpo, localizado um pouco abaixo do umbigo. Ela citou Anna Halprin, que denomina este ponto de "red spot".
Sequência:
- balanço
- pernas (projeção/alongamento)
- braços (idem)
- cabeça
- palma da mão
- calcanhar
Sempre atentando para o peso do corpo no chão.
Na segunda etapa, trabalhamos o conceito de peso de forma mais direta. Queda, levantando, deslocamento. Sentindo-se como plumas - encontro de plumas. Sentindo-se muito pesados - encontro desses pesos. Embate entre pesos. Foi um trabalho bastante interessante, embora eu tivesse um pouco de dificuldade pra conseguir reconhecer e fazer a transição entre esses estados.
Ainda nesta aula, como ficou definido nas anteriores, iniciamos o trabalho com os SISTEMAS.
Tínhamos à disposição algumas páginas sobre cada um dos sistemas e deveríamos escolher um para fazer a tradução em sequência de movimentos, individualmente, com início, meio e fim.
Minha escolha foi pelo Sistema Respiratório.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
4ª aula - 02/04/2009
Como dito no final da aula anterior, nesta quinta-feira, o tema foi ESPAÇO.
Eu cheguei bastante atrasado e por isso não pude participar do trabalho principal que já havia iniciado quanto entrei na sala.
Os colegas estavam trabalhando o alinhamento da coluna com bolas e, na sequência, Soraia propôs a formação de uma casa - cinesfera - com o próprio corpo.
Preparar a base, preparar o terreno, pensar em como essa casa é, do que é feita, quantos cômodos tem. Atribuir sons a esse processo e à casa em si. Acrescentar acessórios, subir a construção.
Foi dado o alerta de havia um tempo para finalizar a construção, um prazo, pois haveria uma festa de inauguração e era preciso correr.
E quanto ao externo da casa? O telhado, a decoração, acabamento, pintura, móveis etc.
Depois das casas prontas, veio o momento das visitas.
Cada casa receberia uma visita. Eu fui conhecer a casa de Kaio, que parecia ser uma casa do Tarzan (rs). Num outro momento, quando me retirei novamente para apenas observar, todos iam visitar a casa de um só. Alguns se sentiam muito à vontade na casa de todos, outros não se sentiam tão à vontade assim na casa de alguns, por alguma estranheza ou falta de compreensão de como seria essa casa .
Para finalizar, foi proposto que cada um voltasse para a "sua casa" e investigasse a possibilidade de haver ainda algum espaço desconhecido dentro dessa casa.
E esse foi o trabalho sobre o tema ESPAÇO (espaço vital - cinesfera; espaço cultural; espaço interno).
O início do trabalho com os sistemas ficou para a aula seguinte.
Eu cheguei bastante atrasado e por isso não pude participar do trabalho principal que já havia iniciado quanto entrei na sala.
Os colegas estavam trabalhando o alinhamento da coluna com bolas e, na sequência, Soraia propôs a formação de uma casa - cinesfera - com o próprio corpo.
Preparar a base, preparar o terreno, pensar em como essa casa é, do que é feita, quantos cômodos tem. Atribuir sons a esse processo e à casa em si. Acrescentar acessórios, subir a construção.
Foi dado o alerta de havia um tempo para finalizar a construção, um prazo, pois haveria uma festa de inauguração e era preciso correr.
E quanto ao externo da casa? O telhado, a decoração, acabamento, pintura, móveis etc.
Depois das casas prontas, veio o momento das visitas.
Cada casa receberia uma visita. Eu fui conhecer a casa de Kaio, que parecia ser uma casa do Tarzan (rs). Num outro momento, quando me retirei novamente para apenas observar, todos iam visitar a casa de um só. Alguns se sentiam muito à vontade na casa de todos, outros não se sentiam tão à vontade assim na casa de alguns, por alguma estranheza ou falta de compreensão de como seria essa casa .
Para finalizar, foi proposto que cada um voltasse para a "sua casa" e investigasse a possibilidade de haver ainda algum espaço desconhecido dentro dessa casa.
E esse foi o trabalho sobre o tema ESPAÇO (espaço vital - cinesfera; espaço cultural; espaço interno).
O início do trabalho com os sistemas ficou para a aula seguinte.
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