sábado, 4 de julho de 2009

18ª aula - 26/05/2009

Faltei a essa aula por causa de um treinamento no trabalho.

15ª aula - 14/05/2009

Confesso que não consigo me lembrar direito do que aconteceu. Só que foi o dia em que fiz a apresentação do sistema.
Lembro vagamente que tivemos um trabalho da equipe de Expressionismo, focado principalmente em EXPANSÃO / CONTRAÇÃO

Plano vertical (da parede) - afundar/emergir + cima/baixo e lado/lado
Plano horizontal (da mesa) - estreitar/alargar + lado/lado e frente/trás
Plano sagital (da roda) - avançar/recuar + frente trás e cima/baixo

Bem, como antecipado em um post anterior, fiquei com o Sistema Respiratório. Tinha tido na quinta-feira anterior uma aula com Silvia Davini em que ela falou exatamente sobre a importância da respiração no processo de produção das altas intensidades vocais. Ela falou sobre os iogues e eu acabei indo buscar isso para servir de base para a minha apresentação do sistema, visto que estava com alguma dificuldade para definí-la.
A princípio tinha pegado um cordel que fala exatamente do "meu" sistema, com a professora, mas o texto é longo e estava difícil escolher pedaços dele para trabalhar, daí deixei um pouco de lado, mas tirei cópia para mim, pois é um material muito interessante. Não dá pra reproduzir tudo aqui, mas vou colocar o iniciozinho só pra ficar registrado:

Anatomia em cordel - versado por Pedro Costa

"Falando do corpo humano
Faço uma explanação
Oxigêncio é o básico
Pra sua respiração
O sangue alimenta as células
Do gás que vai ao pulmão.

Os órgãos respiratórios
Todos têm uma função
A laringe e a faringe
O nariz e o pulmão.
São condutores aeríferos
Que nos dar sustentação.

Os pulmões conduzem o ar.
Expirado e eliminando,
O CO2 assim
Todos órgãos funcionando
O coração bate forte
Com o sangue circulando.

A laringe é responsável
Pela nossa fonação
A laringe está ligada
Órgão de grande função
Com aparelho digestivo
Fazendo conexção(...)" (sic)

Daí eu vi esse vídeo no YouTube:



Touché!

Minha apresentação baseou-se nisso. Segue a descrição:

INÍCIO: posição iogue, coluna ereta, olhar fixo

"La respiración conpleta ocure utilizandose de tres regiones: abdominal, diafragmatica e clavicular.
Inspiración, retiene, exhala, retiene.
El tiempo de pausa deve tornarse más grande a cada repetición".

Inspira, retém e levanta subitamente. Anda para frente muito lentamente dizendo em tom ameaçador:

"Pero una cosa deve quedarse clara. El aire no se va a la barriga, ni a la cabeza o a los piés! El aire solo se va hasta los pulmones!"

O2 - CO2 para um lado
O2 - CO2 para o outro lado

El "O2" permiteme el movimiento (corre)
El "O2" permiteme el raciocinio (pensa - pula)
El "O2" permiteme la palavra (beeem projetado - constatação)

"Entonces quiero todo el O2".

Rouba o oxigênio de todos que assistem e vai embora. No meio do caminho para saída, cai e deixa o oxigênio escapar. Olha para as pessoas, retoma o oxigênio de volta e sai.

Ah! Fiz também minha apresentação pessoal no finalzinho da aula e foi bem bacana :)))

14ª aula - 12/05/2009

(cheguei com 35 minutos de atraso)
É dia de apresentação de seminário mais uma vez - percebo porque há um kit multimídia em sala. A turma está desenvolvendo a sequência da disciplina. Penso: "Será que eu conseguiria fazer a tesourinha com as minhas pernas doloridas como estão por causa da volta à musculação ontem?"

SEMINÁRIO: O Expressionismo na Dança - "A pintura no ar que não deixa marca visível".

Contexto histórico: revolução industrial e período entreguerras.
Fundações: utopia; contradições (pares de opostos); ressonância interior; arte total

Kandinski (O Espiritual na Arte) foi citado por Soraia quando falavam sobre a "ressonância interior".

- A dança utópica: fuga do caos da sociedade moderna; busca de raízes do passado projetada num futuro ideal; dança democrática.
- Contradições coexistindo: sombra x luz, queda x recuperação, prender x soltar, tensão x relaxamento; presença da "morte".
- Ressonância interior: a necessidade da busca do EU; quebra de dogmas da dança clássica; pausa absoluta; esterno - centro emocional; busca e inspiração sobre o bucólico e os elementos da natureza.
- Valorização do individualismo artístico e do estilo pessoal.

* Danzintersemiótica
* Nietzsche, Isadora Duncan, Laban, Bauhaus, Mary Wigman (mestra de Kazuo Ohno).

I love YouTube. Acha-se de um tudo ;)

13ª aula - 07/05/2009

Não consegui localizar novamente as anotações desta aula. Para atualização futura.

12ª aula - 05/05/2009

Tivemos 5 minutos para aquecimento/alongamento livre. Depois iniciou-se a sequência de movimentos da disciplina e com as posições de controle. Sendo que, neste dia, foi adicionada a sequência "bambu ao vento", que de acordo com a apostila serve para o "trabalho do tronco com independência da pélvis, ísquios apoiados no chão, trabalho com o centro do corpo, consciência abdominal".
Em seguida, a equipe que apresentou o trabalho sobre Pós-Modernismo na Dança, na aula anterior, fez demonstração trabalhando um sentimento (AMOR) e ações (REPETIÇÃO+ACASO).

Nesta aula também, fomos introduzidos ao trabalho com a Espiral.


Via-Láctea

A priori a idéia era trabalharmos a idéia daquelas frases com seus acentos, em andamento mais rápido e mais lento. O trabalho final seria individual ou em grupo e o objetivo é compor uma fórmula ou composição coreográfica com base na estrutura da espiral.



Segundo Soraia, trata-se de um exercício muito apolíneo e, por essa razão, requer dedicação e repetição para alcançar o resultado desejado.
Além disso, deve ter um tema (abstrato, dramático, cômico etc). Mais sobre isso em futuras postagens.

terça-feira, 30 de junho de 2009

30/06/2009 - Morre Pina Bausch

Mensagem recebida pela lista de alunos de Artes Cênicas da UnB:

"Olá,

Procurando por outros assuntos na internet acabei de ver a notícia e fiquei um pouco chocado: Morreu Pina Bausch. Engraçado como a gente pode sentir-se mal pela morte de alguém que nem conhecemos. Talvez tenhamos lido a seu respeito ou até mesmo visto seus espetáculos, mas pouquíssimos realmente a conheceram. Uma pena. Mas é isso. Escrevi este e-mail porque me entristeci um pouco, revi alguns de seus espetáculos no youtube e quis compartilhar. Até mesmo porque sei que alguns de nós com tantas ocupações não conseguem, às vezes, nem ler um jornal. A vida é uma corrida mesmo. Então para os desavisado aqui está o aviso. Festejemos Pina Bausch e toda a sua arte! E para quem tiver vontade de matar um pouco dessa nostalgia inexplicada, a companhia vai estar em São Paulo em setembro com dois espetáculos antigos: "Café Müller" e "A Sagração da Primavera", esse último com a fantástica música do compositor Igor Stravinsky.

Um abraço a todos,

Samuel Cerkvenik".

segunda-feira, 29 de junho de 2009

11ª aula - 30/04/2009

SEMINÁRIO: Pós-Modernismo na Dança (com Bárbara Firmiano, Flávia Gadelha e Marcela Siqueira)

Algumas anotações, além do material-base fornecido pelo grupo:
- preocupação com inclusão social;
- 3 ideais:
* individualismo
* pós-dever
* narcisismo hedonista
- Balé Stagium
- Dimitris Papaioannou

10ª aula - 28/04/2009

Não localizei anotações. Ver com algum colega o que foi dado nesta aula para saber se as anotações estão em algum bloco, sem data.

9ª aula - 23/04/2009

Não localizei anotações. Ver com algum colega o que foi dado nesta aula para saber se as anotações estão em algum bloco, sem data.

8ª aula - 16/04/2009

Eu cheguei muito atrasado neste dia e fiquei apenas observando durante toda a aula. O que foi uma pena, porque o astral estava leve na sala, as pessoas rindo, fazendo piadinhas curtas.
Estavam concluindo um trabalho em duplas, quando cheguei, que não compreendi bem. Em seguida, iniciou-se a sequência diária da disciplina - pelo que anotei, só a parte dos quadris, depois partiram para outros movimentos em pé. Tocava "Sakamoto". Pequeno momento de desconcentração porque na outra sala tocava "Casa Pré-Fabricada", na voz de Maria Rita.
Esta parte da atividade envolvia o equilíbrio - eixo / saindo do eixo.

Depois vieram algumas diagonais. A princípio, tocando Orinoco Flow (Enya).



- caminhando com pliè - como na aula anterior (pista do que aconteceu) - braços pesando;
- depois, com braços "abrindo caminho";
- depois, com braço trazendo uma linha de trás até a frente - o olhar acompanha a linha;
- em linha - a linha vai sendo traçada - 1,2,3,4 (eixo) - quando chega à frente, a linha faz uma volta em torno de si - quando completa, muda o braço - 5,6,7,8 (fora do eixo) - lento e depois rápido - trabalhando o desequilíbrio;
- gazela saltitante (denominação minha);
- billy elliot (idem anterior);
- sagração (braços - côncavo-súplica/convexo-asas) - pulinho - joga o direito para trás, depois o esquerdo.

7ª aula - 14/04/2009

Não consegui localizar anotações desta aula. Acabei perdendo o controle nesse negócio de anotar e deixar para postar depois, porque tenho coisas escritas sem data e, com certeza, deve ter tido dias de aula em que não anotei nada, confiando que lembraria de escrever naquele dia mesmo.

6ª aula - 09/04/2009

Eu faltei a esta aula porque minha mãe e minha irmã aproveitaram o feriado de sexta-feira da paixão para vir me visitar em Brasília.
Porém, pelo que acompanhei das aulas seguintes, o assunto central deve ter sido "As Ações Básicas", de Rudolf Laban.

São 8 as ações básicas. Encontrei, num blog, um esquema que contém as ações e até traça relações entre elas. Segue:

FATORES DO MOVIMENTO: PESO, ESPAÇO, TEMPO E FLUXO

QUANDO PREDOMINAM OS TRÊS PRIMEIROS, FORMAM-SE AS AÇÕES BÁSICAS.

AS QUALIDADES DE CADA FATOR SÃO:
PESO: Forte (pesado) ou fraco (leve)
ESPAÇO: Direto (linhas retas) ou indireto (linhas sinuosas)
TEMPO: contínuo (sustentado) ou repentino (brevíssimo). Não tem relaçao, com andamento, velocidade.
FLUXO: solto (os movimentos nascem do centro do corpo) ou contido (os movimentos nascem nas extremidades)

AS AÇÕES BÁSICAS SÃO:

PRESSIONAR (forte, direto, contínuo)
BATER ou SOCAR (forte, direto, repentino)
TORCER (forte, indireto, contínuo)
CHICOTEAR (forte, indireto, repentino)
DESLIZAR (leve, direto, contínuo)
TOCAR ou PONTUAR (leve, direto, repentino)
FLUTUAR (leve, indireto, contínuo)
SACUDIR ou VIBRAR (leve, indireto, repentino)


VARIAÇÃO DE 1 ELEMENTO

PRESSIONAR e DESLIZAR (diminui a força)
PRESSIONAR e TORCER (perde a diretividade)
PRESSIONAR e BATER (altera o tempo)
FLUTUAR e TORCER (aumenta a força)
FLUTUAR e SACUDIR (altera o tempo)
FLUTUAR e DESLIZAR (ganha diretividade)
DESLIZAR e TOCAR (altera o tempo)
TORCER e CHICOTEAR (altera o tempo)
CHICOTEAR e BATER (ganha diretividade)
CHICOTEAR e SACUDIR (diminui a força)
TOCAR e SACUDIR (perde a diretividade)
TOCAR e BATER (ganha força)

OBS: É claro que iniciando pela segunda ação, se dá o contrário.


VARIAÇÃO DE 2 ELEMENTOS

1) PRESSIONAR e FLUTUAR (têm em comum: tempo)
2) PRESSIONAR e CHICOTEAR (têm em comum: força)
3) PRESSIONAR e TOCAR (têm em comum: espaço)
4) FLUTUAR e TOCAR (têm em comum: força)
5) FLUTUAR e CHICOTEAR (têm em comum: espaço)
6) TOCAR e CHICOTEAR (têm em comum: tempo)
7) BATER e SACUDIR (têm em comum: tempo)
8) BATER e TORCER (têm em comum: força)
9) BATER e DESLIZAR (têm em comum: espaço)
10) SACUDIR e DESLIZAR (têm em comum: força)
11) TORCER e SACUDIR (têm em comum: espaço)
12) TORCER e DESLIZAR (têm em comum: tempo)


VARIAÇÃO DOS 3 ELEMENTOS

1) PRESSIONAR e SACUDIR
2) DESLIZAR e CHICOTEAR
3) FLUTUAR e BATER
4) TOCAR e TORCER

Encontrei até um "Dicionário Laban", de Lenira Rangel, com muitas páginas disponíveis para consulta no Google Livros. É só clicar no link para conferir.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

16ª aula - 19/05/2009

Cheguei muito atrasado a esta aula de terça-feira. E realmente foi uma pena porque acabei perdendo toda a parte prática do seminário "O surrealismo na dança", apresentado por Cristiano, Hannah e Flávio. Pelo que peguei, tratava-se de uma sequência de movimentos individuais, composta partindo-se de uma palavra inicial (pulsão inicial) e seguidas de idéias que tinham alguma conexão, não necessariamente lógica, com a anterior.
O que se podia ver era um belo quadro formado de pessoas se movimentando por todo o espaço, de acordo com a música e o texto que estava sendo dito pelos 3 membros do grupo, ora em inglês, ora em português e de formas diferentes (entonação, volume etc).

Pelo menos eu pude pegar toda a apresentação expositiva do tema. Achei o máximo que a parte prática deles continuou mesmo durante essa parte. Hannah falava sobre o tema encostada à parede, enquanto imagens eram projetadas sobre ela - imagens associadas ao movimento surrealista em todas as artes. De repente ela caía e continuava falando, outra retomava enquanto estava rastejando, outros correndo pela sala e por aí foi. Interessantíssimo!

Bem, há um artigo sobre o tema, no livro "O Surrealismo", da Editora Perspectiva, organizado por J. Guinsburg - link: http://www.editoraperspectiva.com.br/livro.php?cod=851&tip=sum

Eu, particularmente, vejo uma relação bastante forte entre o universos das performances e o movimento surrealista - que tem muito a ver com o onírico, o "espontâneo", daí acho que teve muito a ver o exercício de improvisação que trabalhamos a seguir, já com Soraia no comando.

Retomamos as ações básicas (socar, pressionar, deslizar, torcer, vibrar, flutuar, chicotear e pontuar), em pontos diferente da sala, formando um círculo. Deveríamos percorrer este círculo, cada um no seu tempo, se influenciando pela energia de cada local, que estava voltada para uma destas ações. Depois disso, a turma foi dividida em dois grupos e cada um deveria montar uma improvisação utilizando-se das ações básicas que estávamos trabalhando. A idéia era que devíamos estar numa nave espacial. Só isso.
Os dois grupos não foram bem-sucedidos, na avaliação da professora, no final das contas, mas foi divertido de fazer. E o nosso grupo teve alguns momentos bem interessantes. O que contou para a "bronca" foi que as ações não estava tão bem definidas quanto era necessário.
Depois disso, Flávio começou a fazer sua apresentação pessoal, mas não houve tempo para concluir e ficou para a aula seguinte.

17ª aula - 21/05/2009

Que salto estranho? Bem, o diário está mesmo todo atrasado. Eu resolvi colocar mesmo em qualquer ordem, pra não ficar mais adiando a atualização disto daqui.
Vou tratar hoje da aula mais recente mesmo, de ontem, a última que tivemos.

Eu cheguei atrasado, mas não muito. O pessoal da turma estava cumprindo a sequência diária de movimentos da disciplina, que começa com a projeção do esqueleto axial e vai até a queda e recuperação.
Soraia não estava em sala, os próprios alunos estavam guiando a sequência, enquanto Mary supervisionava e ia pedindo para um ou outro assumir o comando. Desde antes que entrei, deu pra perceber que ninguém tem decorada a sequência... foi confuso! Mas foi...
Depois, a professora nos pediu para correr um pouco para aquecer. Daí ela pediu que cada um escolhesse um lugar no espaço e fizesse uma composição de movimentos seguindo o ritmo de uma música que ela colocou - um samba.
Me senti bastante à vontade com o estímulo, porém foi difícil estabelecer uma composição bem definida. Depois de algum tempo de experimentação, Soraia pediu que cada um apresentasse o seu e todos os outros deveriam aprender. Assim foi até aprendermos todos, só que cumulativamente. A composição de fulano + a de beltrano. Depois a de fulano + a de beltrano + a de sicrano e assim por diante. Tudo sempre dentro do ritmo.
Concluída essa etapa, a turma foi dividida em dois grupos. E a professora pediu então que elaborássemos uma coreografia no espaço, com aquela sequência de movimentos, dentro da mesma música.
O grupo em que fiquei, optou por evoluções simples, mas talvez por isso, tenhamos tido mais condições de internalizar e o grupo ficou um bocado coeso na apresentação. Dividimos o nosso próprio grupo (de 6 pessoas) em dois. E uma parte entrou num tempo e a outra parte entrou depois. Sabe-se lá porquê o primeiro grupo atrasou um pouco, mas não comprometeu muito o resultado final. E tivemos a felicidade de ao chegarmos ao último movimento (que foi o meu), termos a "ajuda da música", que teve uma marcação no momento exato em que tínhamos que quebrar a cabeça pro lado e evoluir. E parece que todo mundo fez juntinho, pela reação do pessoal. O outro grupo ficou bacana também, mas eles optaram por coisas maiores e mais complexas, o que comprometeu a harmonia do grupo, mas com mais tempo de trabalho, ficaria mesmo bonito!
Depois disso, só houve tempo para Flávio Café concluir sua apresentação pessoal, que havia sido iniciada na aula anterior. Os sistemas ficaram para a aula que virá, junto com mais um seminário. Aliás, uma aula que eu não assistirei, infelizmente, por causa de um treinamento no trabalho. Tenho que pedir a alguém para avisar Soraia!
É isso. Na sequência, provavelmente, virão aulas anteriores a essa.

sábado, 2 de maio de 2009

5ª aula - 07/04/2009

Tema da aula: PESO.

Tivemos uma atividade de "lubrificação do corpo" seguida de 5 minutos para espreguiçar.
Daí iniciamos a sequência de solo que será trabalhada durante todo o semestre.
Soraia destacou a necessidade de atenção ao centro de gravidade do corpo, localizado um pouco abaixo do umbigo. Ela citou Anna Halprin, que denomina este ponto de "red spot".



Sequência:
- balanço
- pernas (projeção/alongamento)
- braços (idem)
- cabeça
- palma da mão
- calcanhar

Sempre atentando para o peso do corpo no chão.

Na segunda etapa, trabalhamos o conceito de peso de forma mais direta. Queda, levantando, deslocamento. Sentindo-se como plumas - encontro de plumas. Sentindo-se muito pesados - encontro desses pesos. Embate entre pesos. Foi um trabalho bastante interessante, embora eu tivesse um pouco de dificuldade pra conseguir reconhecer e fazer a transição entre esses estados.

Ainda nesta aula, como ficou definido nas anteriores, iniciamos o trabalho com os SISTEMAS.
Tínhamos à disposição algumas páginas sobre cada um dos sistemas e deveríamos escolher um para fazer a tradução em sequência de movimentos, individualmente, com início, meio e fim.
Minha escolha foi pelo Sistema Respiratório.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

4ª aula - 02/04/2009

Como dito no final da aula anterior, nesta quinta-feira, o tema foi ESPAÇO.

Eu cheguei bastante atrasado e por isso não pude participar do trabalho principal que já havia iniciado quanto entrei na sala.
Os colegas estavam trabalhando o alinhamento da coluna com bolas e, na sequência, Soraia propôs a formação de uma casa - cinesfera - com o próprio corpo.
Preparar a base, preparar o terreno, pensar em como essa casa é, do que é feita, quantos cômodos tem. Atribuir sons a esse processo e à casa em si. Acrescentar acessórios, subir a construção.
Foi dado o alerta de havia um tempo para finalizar a construção, um prazo, pois haveria uma festa de inauguração e era preciso correr.
E quanto ao externo da casa? O telhado, a decoração, acabamento, pintura, móveis etc.
Depois das casas prontas, veio o momento das visitas.
Cada casa receberia uma visita. Eu fui conhecer a casa de Kaio, que parecia ser uma casa do Tarzan (rs). Num outro momento, quando me retirei novamente para apenas observar, todos iam visitar a casa de um só. Alguns se sentiam muito à vontade na casa de todos, outros não se sentiam tão à vontade assim na casa de alguns, por alguma estranheza ou falta de compreensão de como seria essa casa .
Para finalizar, foi proposto que cada um voltasse para a "sua casa" e investigasse a possibilidade de haver ainda algum espaço desconhecido dentro dessa casa.
E esse foi o trabalho sobre o tema ESPAÇO (espaço vital - cinesfera; espaço cultural; espaço interno).
O início do trabalho com os sistemas ficou para a aula seguinte.

sábado, 25 de abril de 2009

3ª aula - 31/03/2009

Continuando a tratar sobre fluência. Iniciamos o trabalho com atividades para soltar o corpo, depois uma parte bacana em que podíamos e devíamos espreguiçar (adoro essa parte!) e em seguida veio o trabalho com as bolas para alinhamento da coluna. Eu não havia comprado ainda e não tinha mais da professora para pegar emprestado. Tive que fazer sem e foi bem esquisito. Mas deu pra fazer alguma coisa.
Em seguida começamos a trabalhar sobre elementos da natureza: ar, água, terra e fogo. O trabalho foi bastante intenso e interessante. Gosto quando esses dois adjetivos estão juntos por alguma coisa que eu esteja fazendo (he).
A idéia era trabalharmos com o elemento, nos diversos níveis (baixo, médio e alto). Em determinado momento, deveríamos identificar o elemento com o qual mais nos identificamos e trabalhar um pouco mais dele. Depois a turma deveria separar-se em grupos de acordo com o elemento. Cada grupo deveria pensar/elaborar uma sequência de movimentos para apresentar, com começo, meio e fim.
O elemento escolhido por mim foi FOGO, apesar de eu ser Ar/Ar (Gêmeos, com ascendente em Aquários), não sei exatamente por que naquele dia o fogo me chamou mais.


Em nossa discussão chegamos a alguns consensos. O fogo está associado a:

- Energia criativa
- Transformação
- Destruição/consome
- Sentimento/intensidade

A apresentação foi bem interessante. Pelo que me lembro, no grupo estávamos eu, Kauana, Solange e Juarez. Acho que tinha mais alguém, mas não lembro quem era.
Soraia citou que os elementos da natureza eram base para o trabalho desenvolvido pela bailarina Isadora Duncan (personalidade por qual tenho grande admiração).

Na avaliação do trabalho, foi destacado que faltou (em todos os grupos) o elemento no braço, saindo, no olho... coisas que dão noção de continuidade. Achei bastante pertinente, o comentário. Parece que quando queremos personificar algo, mantemos tudo perto do centro energético do corpo e as extremidades só seguem. E os olhos teriam tanto a dizer sobre o fogo...

Tema da próxima aula: Espaço. E nela começaremos a trabalhar também os sistemas.

quinta-feira, 26 de março de 2009

2ª aula - 26/03/2009

Cheguei novamente atrasado à aula (e mais do que os 15 minutos de tolerância), o que precisa ser evitado de toda maneira, daqui pra frente.

No início da aula, estava sendo feito um trabalho com os pés. Primeiro a massagem sobre um dos pés e com as mãos somente. Amassar como massa de pão; em seguida, percorrer as articulações com leve pressão - tarsos, metatarsos; pressionar os "buracos" (rs); folgar e separar os dedos; depois atenção ao calcanho; e, por último, vibrando com o indicador no tendão de aquiles. Ao final disso com um pé, foi pedido segurar o joelho e deixar o pé pendendo e então aproximá-lo do chão, sem movimentar o pé, para ver o que toca o chão primeiro. Notei que o meu tocou primeiro com a "barriga", essa almofada abaixo dos dedos. O ideal, com o pé totalmente relaxado, seria tocar primeiro com os dedos. Acho que cheguei perto. Antes de partir para o outro pé, a professora pediu para que andássemos um pouco para sentir como estava o corpo e o pé massageado com relação ao outro. Mesmo eu tendo chegado atrasado e pegando a coisa pela metade, já deu pra sentir a diferença. A aderência do pé massageado ao chão era muito maior. Além de ele estar, obviamente, mais aquecido e "disposto ao trabalho", acordado, digamos assim.

Em algum momento, no início da aula, Soraia falou em algo parecido com "idiocinética"... O que eu achei mais perto disso, foi o sentido para Ideocinese, que segue:

A raiz grega dessa palavra significa "idéia" e "movimento". Ideocinese descreve o processo por meio do qual uma idéia é executada em movimento, sem que o doador tenha consciência dos meios. Ele precisa apenas ter uma imagem mental do movimento, e o sistema nervoso recruta todos os músculos corretos para executá-lo da maneira mais frugal. Uma outra forma de colocar esse princípio seria, "Através da visualização o movimento toma forma enquanto você faz A Dança Curativa".
*fonte: http://aquaticwritings.tripod.com/ph_mecanicadocorpo.htm

A segunda e mais longa etapa desta aula foi o exercício relacionado ao alinhamento da coluna, com as bolinhas de vinil. Consistia em deitar com a barriga para cima, pernas estiradas, braços ao longo do corpo, com as palmas para cima, tudo o mais relaxado possível e, sempre, com atenção à respiração. Primeiro foi "permitido" uma espreguiçada geral! Ah! Lembrei que durante a massagem dos pés, Soraia bocejava bastante e nos incentivava a fazê-lo também. Apesar de eu ainda estar meio sonolento, não consegui fazer, só uma vez. Engraçado que agora, só de escrever a respeito, me deu vontade e bocejei (rs). Ok, depois da espreguiçada, acho que começamos a atividade, já com as bolinhas. Ela falou antes sobre as etapas da respiração: 1) inspiração; 2) pausa; 3) expiração; 4) pausa... num ciclo (olha a fluência começando a aparecer aqui). Deveríamos posicionar a bolinha sobre a cabeça, deixando que ela pesasse sobre a bola, fazendo pressão, mesmo que fosse um pouco incômodo. Aí devíamos inspirar, e soltar o ar emitindo um som, de uma vogal, continuamente até o ar terminar. Enquanto isso, deveríamos acompanhar a vibração no corpo, durante aquela respiração. Durante a pausa, troca a bolinha de lugar, descendo para a nuca. As vogais deveriam ir mudando. Da nuca descendo para as demais vértebras cervicais, depois dorsais, lombares, sacrais, até chegarmos ao cóccix.
Alguns colegas relataram desconforto, até dores. Eu não senti isso. Senti um pouco de torpor. Tive um pouco de dificuldade para me concentrar, quando ela pediu para deixarmos qualquer coisa alheia àquele momento que passasse pela mente fluir para o solo, ir embora. Tive uns 2 ou 3 momentos de ausência, principalmente no momento parado, antes da bolinha, mas foi bom. Ao final, eu tive uma sensação de ACORDADO, intensa. Os sentidos pareciam aguçados, as cores, os sons, as sensações da pele. Pude perceber, como um colega falou, que o corpo estava mais quente. O fato de termos pensado em cada parte do corpo, de certa forma, deve ativar mais ainda a circulação sanguínea, entre outras atividades fluídicas e/ou energéticas que acontecem por ali (ou aqui).
Soraia disse que devemos repetir esse exercício em outras aulas, porém de forma reduzida. Preciso adquirir logo a bolinha para poder fazer em casa, eventualmente. Pode ajudar-me bastante com a coluna, além de me ajudar a descobrir algo mais nessas sensações aguçadas. Com música, pode ser bem gostoso também.

A última etapa da aula foi já com criação de mini-solos. A professora distribuiu imagens de obras da artista plástica brasiliense Joana Limongi e pediu para analisarmos. Para mim, caiu "Terra e Céu". O trabalho dela parece que é de pintura feita sobre fotografias. E a minha parecia ser a fotografia de uma estrada longa e vazia, com verde a rochas de um lado e do outro e o imenso céu. Ela pintou o céu com diversas cores, ao invés de só azul; e a estrada, de verde...
(Eita! Acabei de descobrir que a artista tem só 28 anos! "Mó novinha... Massa!" rs) <- fonte: entrevista no site do IESB - http://www.iesb.br/grad/jornalismo/na_pratica/noticias_detalhes.asp?id_artigo=341#
Enfim, a idéia era aliarmos aquela imagem + um elemento da natureza (ar, água, terra ou fogo) + o conceito de fluência - que foi previamente discutido, de forma rasa + o trabalho que havia sido feito no dia. Todos tivemos um tempinho para definir e "ensaiar" o solo para apresentar ao final da aula. As apresentações foram corridas por causa do tempo, mas tinha muita coisa bonita. Ah! Soraia chegou a ler antes a poesia "Fluência", que está na minha pesquisa do post anterior.
O meu mini-solo foi "da brisa ao furacão ao fim". Eu começava em posição fetal, movimentando apenas os pés, que faziam pressão no chão, fazendo com que eu girasse em torno do eixo no chão (em ciclos de 8 tempos), depois eu ia levantando e fazendo o movimento em 4 apoios, um pouco mais amplo (com ciclos de 4 tempos) . Depois já de pé, desenhando um círculo, e abrindo levemente os braços (com ciclos de 2 tempos). Eu deveria correr - para mostrar a evolução do movimento do lento ao rápido - o furacão em si, mas esqueci e fui direto para o final, que era uma queda em caracol, voltando à posição inicial e à mesma movimentação do início. Achei que esse retorno tem tudo a ver com a fluência, que é a fluência do ar, que é o que não foi fotografado ou pintado, mas, com certeza, é o que está mais presente naquela imagem. É o que, de certa forma, une a terra ao céu, quando não ha nada mais de material presente. Foi muito bacana fazer e ver os outros também.
Foi bom levar o tapetinho, minha garrafa d'água. Mas quero comprar um pano maior - uma canga ou algo parecido. E é bom deixar sempre um papel e uma caneta do lado para anotar as referências (rs).

É isso por hoje.

Pesquisa sobre Fluência - 25/03/2009

(post atrasado) Soraia havia pedido uma pesquisa sobre o significado de "fluência", em diversas áreas. Cá está o resultado de minha pesquisa:

http://www2.uol.com.br/aprendiz/guiadeempregos/executivos/noticias/ge190805.htm (Site Aprendiz – Guia de Empregos):

Boa fluência verbal ajuda executivos

Falas claras e bem pontuadas, olhares atentos, gestos expressivos e muito autocontrole. Executivos estão em busca desse aperfeiçoamento em cursos de oratória, já que no mundo corporativo ter boa expressão verbal faz a diferença.

http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=33760230 (Site Universia – Biblioteca.net – Monografia “A Fluência em Tecnologia da Informação entre Estudantes de Administração”):

“O conceito de Fluência em Tecnologia da Informação surgiu devido a preocupações de áreas interdisciplinares em Políticas Públicas de Educação Superior quanto à Tecnologia da Informação (TI) e se refere à desenvoltura do ser humano no uso de recursos dessa tecnologia em um determinado contexto, pautando-se para esta conceituação no Commitee on Information Technology Literacy, órgão do Computer Science and Telecommunications Board (CSTB) da National Academy of Sciences norte-americana”.

(...)

“A denominação Fluência em Tecnologia da Informação foi proposta por Yasmin Kafai apud Commitee on Information Technology Literacy e definida como sendo a habilidade do indivíduo, que lhe permite saber reformular o conhecimento, expressar-se por meios tecnológicos, usando a tecnologia da informação de modo socialmente responsável, definição esta que terá alguns conteúdos discutidos ao longo do capítulo”.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Flu%C3%AAncia (Pesquisa no Wikipédia):

A fluência é capacidade que um metal têm de alterar o seu tamanho e sua resistência mecânica ao longo do tempo quando apenas sujeito à uma força constante e uma temperatura de 40% da sua temperatura de fusão. O estudo da fluência é importante nos cálculos de engenharia, para se projetar peças que resistam à uma alta força, como turbinas, pontes metálicas e gruas.

http://www.gagueira.org.br/fluencia.shtml (Site do Instituto Brasileiro de Fluência – “Gagueira levada a sério”)

O que a fluência tem a ver com andar, dirigir, concentrar-se e fazer cálculos? São todos exemplos de habilidades. A fluência também é uma habilidade, mas de um domínio muito específico: a linguagem. As habilidades apresentam duas características típicas:

  • São adquiridas pouco a pouco. Não é possível adquirir uma habilidade de uma hora para outra. É necessário praticar. E isso requer tempo. No caso específico da fluência, quer dizer que, para ser fluente, é necessário falar fluentemente muitas vezes. Desta forma, é possível compreender por que a fluência tende a se aprimorar com o passar do tempo, conforme a pessoa pratica: porque a habilidade é gradativamente reforçada.

  • As habilidades tendem a ser pouco flexíveis, ou seja, aprender uma determinada habilidade geralmente não facilita a aprendizagem de outra habilidade. No caso específico da fluência, quer dizer que ser fluente em uma conversação face a face não implica necessariamente ser fluente em conversações ao telefone ou em apresentações em público. Desta forma, é possível compreender por que algumas pessoas se queixam da dificuldade em ser fluente em algumas situações e não em outras. Apesar de haver semelhanças entre a fluência de diversas situações de fala, existem também diferenças, as quais precisam ser aprendidas caso a pessoa deseje um maior grau de fluência em uma determinada situação.

De forma geral, o desenvolvimento da habilidade de fluência implica o desenvolvimento de mecanismos de processamento automáticos e pouco conscientes. Isso quer dizer que quanto mais a pessoa for fluente, menos atenção precisa voltar à fala. A fluência simplesmente acontece, sem que a pessoa saiba explicar exatamente por que ou como consegue.

  • Aspectos da fala para avaliação dos componentes da fluência: hesitações ou disfluências; reformulações; pausas silenciosas fluentes; taxa de articulação (“velocidade da fala”); suavidade ou facilidade de emissão; habilidade gramatical; complexidade semântica.

*Texto de Sandra Merlo, fundadora do IBF, graduada em Fonoaudiologia pela USP, mestre e doutoranda em Linguística pela UNICAMP.

http://www.poesias.omelhordaweb.com.br/pagina_autor.php?cdPoesia=12039&cdEscritor=472&cdTipoPoesia=4&TipoPoesia=Amor (Poesia de Wilson de Oliveira Carvalho)


FLUÊNCIA

Como um turbilhão, os dias
que vivemos, acabaram destruindo
o que não soubemos construir,
assim, não adianta reclamar.

Imóveis como estátuas,
observamos que tudo aquilo
que era nosso, passa flutuando
diante de nós e de uma grande turba.


Se pelo menos fosse águas límpidas,
mas, nossos pertences passam de
roldão, todos enlameados.

Com tristeza, vejo alguns componentes
de nosso sentimento pedindo socorro, como
o amor, a amizade, a felicidade, a esperança,a paz,
todos abraçados sucumbem juntos.

Resta aguardar que a torrente
termine, para então sabermos
se não morremos também.

http://www.millarch.org/artigo/joffily-poesia-alem-do-cinema (abertura do livro de poesias “Fluência Muda”, de José Joffily Filho, roteirista e poeta paraibano):

"É sempre bom lembrar / que estou de pé / que tenho dois pés

e que colocar / um na frente do outro / não quer dizer que vou a lugar algum."

terça-feira, 24 de março de 2009

1ª aula - 24/03/2009

Hoje tivemos a primeira aula da disciplina Movimento e Linguagem II, com a professora Soraia Maria Silva. De acordo com o fluxo, é uma matéria do segundo período da graduação em Artes Cênicas (Bacharelado), da UnB. Eu estou no 2º período, então pelo menos com relação a esta eu estou no fluxo.
Atrasei-me um pouco, com isso perdi a apresentação da professora. Mas vamos ver se conseguimos encontrar alguma coisa sobre ela na internet.
Aqui está o CV da professora doutora (o CNPq e o sistema Currículo Lattes ajudaram-me nessa): http://lattes.cnpq.br/8082321073503343

O que interessa, em suma: "Soraia Maria Silva possui graduação em Dança pela Universidade Estadual de Campinas (1989), mestrado em Artes pela Universidade Estadual de Campinas (1994) e doutorado em Literatura pela Universidade de Brasília (2003). Atualmente é professora adjunta da Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Coreografia, atuando principalmente nos seguintes temas: dança, literatura, arte e composição coreográfica".

Como eu estava já com a garganta muito inflamada, não pude falar muito de mim. Apenas deixei claro que nunca fui dado a esportes, mas desde pequeno gosto muito de andar.
Uma das primeiras coisas que Soraia falou foi sobre a Editora Perspectiva, por se tratar de uma editora que tem espaço para obras da área de Artes Cênicas, o que pude comprovar com a primeira visita ao site. Na primeira página, consta inclusive, um livro que a professora apresentou na sala de aula, "O Pós-Dramático", no qual constam ensaios dela mesma e do professor Fernando Villar. Além deste, foram citados dois livros de autoria da professora, que encontrei disponíveis no Submarino: Profetas em Movimento e Poemadançando: Gilka Machado e Eros Volusia.
A descrição do primeiro livro é bastante interessante: "Soraia Maria Silva descreve aqui o processo de construção de doze solos coreográficos do espetáculo de mesmo nome, desenvolvido a partir das famosas esculturas dos profetas bíblicos feitas por Aleijadinho, marco de excelência do Barroco mineiro. A concepção e os princípios estéticos adotados aproximam a dança de outras artes, como nos trabalhos de Noverre, Isadora Duncan e Pina Bausch, entre outros. Empregando as teorias de Rudolf Laban, a coreógrafa e bailarina desenvolveu uma metodologia de trabalho em que os profetas são personagens a serem moldados por meio do estudo de sua expressividade emocional. O componente barroco presente no pensamento de Laban (dualismo, oposições em movimento) e sua gramática do movimento expressivo são a via de comunicação entre os universos da escultura e da dança".

Um dos colegas - Daniel, se não me engano - mencionou que estava acumulando material sobre danças dos orixás para um possível trabalho futuro (projeto PIBIC) e a professora ressaltou que o IdA precisa de pesquisadores - conselho que devo avaliar com carinho e uma boa dose de racionalidade.
Foi apresentado o programa da disciplina - entregue impresso -, junto com os instrumentos de avaliação e também foram dadas algumas instruções para um bom aproveitamento.
O conteúdo se divide em 3 chaves: Estudo do Corpo, Estudo do Movimento e Estudo da Expressividade. Retomamos alguns tópicos que foram vistos no semestre passado com Luciana Lara e falamos um pouco sobre conceitos da teoria de Laban: Corêutica, cinesfera (espaço vital que o corpo ocupa) e eucinética.

Cinesfera

Quando falávamos de Laban, Rafael Scalia questionou a professora sobre seu conhecimento de Meyerhold - discípulo "dissidente" de Stanislavski. Soraia justificou não ter muito conhecimento ou interesse pela figura por ele estar mais relacionado ao teatro que à dança.
Falou-se ainda sobre eutonia - equilíbrio do tônus (tônus = tensão natural da musculatura) - tem a ver com o trabalho sobre as "couraças de Reich", que estudamos no semestre passado em Psicologia da Personalidade.
Uma última referência citada, foi o livro O Ator Compositor, de Matteo Bonfitto (Ed. Perspectiva). Encontrei até uma entrevista interessante, com o autor, à época do lançamento do livro, neste link: http://www.digestivocultural.com/colunistas/imprimir.asp?codigo=505.

Com relação à avaliação, temos três objetos fundamentais:
1) Apresentação individual do sistema, que eu não entendi muito bem, mas espero entender nas próximas aulas;
2) Espiral - em grupo ou individual - que deverá ser apresentada, obrigatoriamente, no Cometa Cenas;
3) Seminário, em grupo, sobre algum assunto tratado na bibliografia da disciplina, numa perspectiva teórico-prática. Os temas deverão ser escolhidos até 07/04 e as apresentações começam a partir de 28/04, sempre às terças-feiras.
*além destes, foi solicitado que ao final do período seja entregue um texto de até 3 páginas com uma espécie de "resumo" da disciplina para cada aluno; e tem também o diário de bordo que deverá ser feito por cada um. No meu caso, optei por fazer isso aqui, neste blog.

Recomendações:
a) adquiria uma bolinha de vinil para exercícios;
b) levar manta, toalha ou cobertor, para os exercícios no solo;
c) tolerância máxima de atraso: 15 minutos.

E para a próxima aula, Soraia disse que trataremos sobre FLUÊNCIA, e pediu para levarmos alguma coisa relacionado ao tema que possa contribuir. Eu pensei, naquele momento em rio - "o rio que flui, água corrente. Mas vamos ver no que isso vai dar.
Por hoje é só.