Cheguei novamente atrasado à aula (e mais do que os 15 minutos de tolerância), o que precisa ser evitado de toda maneira, daqui pra frente.
No início da aula, estava sendo feito um trabalho com os pés. Primeiro a massagem sobre um dos pés e com as mãos somente. Amassar como massa de pão; em seguida, percorrer as articulações com leve pressão - tarsos, metatarsos; pressionar os "buracos" (rs); folgar e separar os dedos; depois atenção ao calcanho; e, por último, vibrando com o indicador no tendão de aquiles. Ao final disso com um pé, foi pedido segurar o joelho e deixar o pé pendendo e então aproximá-lo do chão, sem movimentar o pé, para ver o que toca o chão primeiro. Notei que o meu tocou primeiro com a "barriga", essa almofada abaixo dos dedos. O ideal, com o pé totalmente relaxado, seria tocar primeiro com os dedos. Acho que cheguei perto. Antes de partir para o outro pé, a professora pediu para que andássemos um pouco para sentir como estava o corpo e o pé massageado com relação ao outro. Mesmo eu tendo chegado atrasado e pegando a coisa pela metade, já deu pra sentir a diferença. A aderência do pé massageado ao chão era muito maior. Além de ele estar, obviamente, mais aquecido e "disposto ao trabalho", acordado, digamos assim.
Em algum momento, no início da aula, Soraia falou em algo parecido com "idiocinética"... O que eu achei mais perto disso, foi o sentido para Ideocinese, que segue:
A raiz grega dessa palavra significa "idéia" e "movimento". Ideocinese descreve o processo por meio do qual uma idéia é executada em movimento, sem que o doador tenha consciência dos meios. Ele precisa apenas ter uma imagem mental do movimento, e o sistema nervoso recruta todos os músculos corretos para executá-lo da maneira mais frugal. Uma outra forma de colocar esse princípio seria, "Através da visualização o movimento toma forma enquanto você faz A Dança Curativa".
*fonte: http://aquaticwritings.tripod.com/ph_mecanicadocorpo.htm
A segunda e mais longa etapa desta aula foi o exercício relacionado ao alinhamento da coluna, com as bolinhas de vinil. Consistia em deitar com a barriga para cima, pernas estiradas, braços ao longo do corpo, com as palmas para cima, tudo o mais relaxado possível e, sempre, com atenção à respiração. Primeiro foi "permitido" uma espreguiçada geral! Ah! Lembrei que durante a massagem dos pés, Soraia bocejava bastante e nos incentivava a fazê-lo também. Apesar de eu ainda estar meio sonolento, não consegui fazer, só uma vez. Engraçado que agora, só de escrever a respeito, me deu vontade e bocejei (rs). Ok, depois da espreguiçada, acho que começamos a atividade, já com as bolinhas. Ela falou antes sobre as etapas da respiração: 1) inspiração; 2) pausa; 3) expiração; 4) pausa... num ciclo (olha a fluência começando a aparecer aqui). Deveríamos posicionar a bolinha sobre a cabeça, deixando que ela pesasse sobre a bola, fazendo pressão, mesmo que fosse um pouco incômodo. Aí devíamos inspirar, e soltar o ar emitindo um som, de uma vogal, continuamente até o ar terminar. Enquanto isso, deveríamos acompanhar a vibração no corpo, durante aquela respiração. Durante a pausa, troca a bolinha de lugar, descendo para a nuca. As vogais deveriam ir mudando. Da nuca descendo para as demais vértebras cervicais, depois dorsais, lombares, sacrais, até chegarmos ao cóccix.
Alguns colegas relataram desconforto, até dores. Eu não senti isso. Senti um pouco de torpor. Tive um pouco de dificuldade para me concentrar, quando ela pediu para deixarmos qualquer coisa alheia àquele momento que passasse pela mente fluir para o solo, ir embora. Tive uns 2 ou 3 momentos de ausência, principalmente no momento parado, antes da bolinha, mas foi bom. Ao final, eu tive uma sensação de ACORDADO, intensa. Os sentidos pareciam aguçados, as cores, os sons, as sensações da pele. Pude perceber, como um colega falou, que o corpo estava mais quente. O fato de termos pensado em cada parte do corpo, de certa forma, deve ativar mais ainda a circulação sanguínea, entre outras atividades fluídicas e/ou energéticas que acontecem por ali (ou aqui).
Soraia disse que devemos repetir esse exercício em outras aulas, porém de forma reduzida. Preciso adquirir logo a bolinha para poder fazer em casa, eventualmente. Pode ajudar-me bastante com a coluna, além de me ajudar a descobrir algo mais nessas sensações aguçadas. Com música, pode ser bem gostoso também.
A última etapa da aula foi já com criação de mini-solos. A professora distribuiu imagens de obras da artista plástica brasiliense Joana Limongi e pediu para analisarmos. Para mim, caiu "Terra e Céu". O trabalho dela parece que é de pintura feita sobre fotografias. E a minha parecia ser a fotografia de uma estrada longa e vazia, com verde a rochas de um lado e do outro e o imenso céu. Ela pintou o céu com diversas cores, ao invés de só azul; e a estrada, de verde...
(Eita! Acabei de descobrir que a artista tem só 28 anos! "Mó novinha... Massa!" rs) <- fonte: entrevista no site do IESB - http://www.iesb.br/grad/jornalismo/na_pratica/noticias_detalhes.asp?id_artigo=341#
Enfim, a idéia era aliarmos aquela imagem + um elemento da natureza (ar, água, terra ou fogo) + o conceito de fluência - que foi previamente discutido, de forma rasa + o trabalho que havia sido feito no dia. Todos tivemos um tempinho para definir e "ensaiar" o solo para apresentar ao final da aula. As apresentações foram corridas por causa do tempo, mas tinha muita coisa bonita. Ah! Soraia chegou a ler antes a poesia "Fluência", que está na minha pesquisa do post anterior.
O meu mini-solo foi "da brisa ao furacão ao fim". Eu começava em posição fetal, movimentando apenas os pés, que faziam pressão no chão, fazendo com que eu girasse em torno do eixo no chão (em ciclos de 8 tempos), depois eu ia levantando e fazendo o movimento em 4 apoios, um pouco mais amplo (com ciclos de 4 tempos) . Depois já de pé, desenhando um círculo, e abrindo levemente os braços (com ciclos de 2 tempos). Eu deveria correr - para mostrar a evolução do movimento do lento ao rápido - o furacão em si, mas esqueci e fui direto para o final, que era uma queda em caracol, voltando à posição inicial e à mesma movimentação do início. Achei que esse retorno tem tudo a ver com a fluência, que é a fluência do ar, que é o que não foi fotografado ou pintado, mas, com certeza, é o que está mais presente naquela imagem. É o que, de certa forma, une a terra ao céu, quando não ha nada mais de material presente. Foi muito bacana fazer e ver os outros também.
Foi bom levar o tapetinho, minha garrafa d'água. Mas quero comprar um pano maior - uma canga ou algo parecido. E é bom deixar sempre um papel e uma caneta do lado para anotar as referências (rs).
É isso por hoje.
quinta-feira, 26 de março de 2009
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